terça-feira, 18 de março de 2008

Reflexões rasteiras...

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Um amigo disse que pareço ressentido com o terra. Ora, estou mesmo! Qual é o problema?

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Hoje, numa das aulas da PUC, a professora perguntou: "Em quem você votaria para Presidente dos Estados Unidos: Barack Obama ou Hillary Clinton?". Não sei se a mídia americana fez a mesma coisa, mas aqui no Brasil o Partido Republicano foi riscado da disputa. É muito interessante ver como a cobertura das eleições americanas está sendo feita, quem aparece nas notícias e nas fotos, com que freqüência e qual o resultado prático disso.

Coisas como essa você jamais verá na mídia brasileira: "O Senador do Arizona está a viver o melhor momento da sua carreira política. A comprová-lo, a sondagem da Gallup, que o considera o candidato presidencial mais popular entre os americanos. Segundo esta sondagem, John Mccain reúne 67% de opiniões positivas, enquanto apenas 27% dos americanos demonstram não gostar dele. Barack Obama tem 62% de respostas favoráveis contra 33% negativas e Hillary Clinton apenas recebe 53% de opiniões favoráveis contra 44% de posições desfavoráveis. Este é o melhor resultado que John Mccain obtém desde 2000".

No fundo, é meio nojento. Ou, para usar uma expressão mais adequada, disgusting.

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Por falar em receitas culinárias, e aproveitando a chegada da Semana Santa e sua tradição de comer peixes, segue aqui uma receita que vi. O prato é "Bacalhau à Gomes de Sá". É assim: Ingredientes - mulher, bacalhau, batatas, azeitonas pretas, alho, louro, ovos, cebolas e salsa; Modo de preparo - coloque a mulher e os ingredientes na cozinha. Feche a porta. Espere duas horas. Seja servido. Bom apetite.

Duvido que funcione comigo.

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Faz uma semana que o tempo está maravilhoso, ensolarado, temperatura agradável, dias luminosos e noites estreladas. Depois de amanhã começa um feriadão de quatro dias. Adivinhe qual é a previsão da metereologia?



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Blog também é haute cuisine

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Gosto de cozinhar. Sempre gostei. E não apenas churrasco, bife ou batata frita. Também gosto de arriscar algumas experiências mais ousadas. Não sei se é viadagem ou apenas uma excelente desculpa para fugir da mais degradante das atividades humanas que é lavar louça. É simples: se você cozinha, a obrigação de lavar a louça sobra para os outros. Pode ser uma desculpa meio calhorda, mas tem funcionado.

E tem outro detalhe: mulheres adoram homens que cozinham. E não é pelo motivo simplista de poupar o trabalho delas. É por demonstrar que você é um sujeito sensível, dedicado, quase um santo. Já dizia o grande poeta Vinícius de Morais: "Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?"

Pois neste final de semana, na praia, decidi fazer uns bifes irados num molho de tomate e cebola que aprendi com meu amigo Nani, o que sempre aparece. Mas aí lembrei de duas coisas das quais minha namorada gosta muito (azeitonas e champignons) e resolvi incrementar a receita. E, para comemorar a deliciosa ocasião, dei nome à experiência gastronômica: "Boeuf à la Lilika".

Foi uma loucura!

Anote aí, porque blogue também é cultura:

"Boeuf à la Lilika"

Ingredientes:
Dois bifes grossos de filé mignon, entrecot ou maminha;
Uma cebola pequena;
Uma cebola média;
Um tomate maduro;
Um tomate mais ou menos maduro;
Um dente de alho;
Uma abobrinha;
200 gramas de champignons;
Quatro azeitonas sem caroço;
Um copo de vinho tinto seco;

Modo de preparo:

Corte a cebola pequena, o tomate maduro, o alho e um pedacinho da carne em partes bem pequenas e reserve (todos separados);
Corte a cebola média, o tomate mais ou menos maduro e a abobrinha em fatias finas e reserve;
Tempere os bifes com tempero completo Arisco ou semelhante e pimenta preta;
Coloque um wok ou uma frigideira grande em fogo médio;
Coloque um fio de azeite de oliva extra virgem na frigideira;
Coloque a cebola e a carne em pedacinhos pequenos e refogue um pouco;
Acrescente o alho e as azeitonas cortadas e refogue mais um pouco;
Acrescente o tomate maduro picado e refogue mais um pouco;
Coloque um pouco do vinho tinto, tempero completo Arisco e umas pitadas de molho de pimenta vermelha e misture bem;
Refogue mais um pouco e coloque para o lado na wok (pode tirar e reservar, mas não é necessário; apenas afaste da parte mais quente da panela);
Ponha mais uns fios de azeite de oliva extra-virgem e frite a carne (muito cuidado para mantê-la mal-passada);
Quando a carne dourar dos dois lados, coloque uma boa quantidade do molho refogado que está do lado sobre os pedaços de carne e cozinhe mais um pouco;
Quando a carne estiver quase pronta (mas ainda mal-passada), retire da frigideira e cubra para não esfriar;
Ponha mais uns fios de azeite de oliva extra-virgem na frigideira e coloque as fatias de cebola e de abrobinha para fritar;
Assim que elas dourarem, misture o resto do molho anterior que havia ficado na borda da wok, acrescente um pouco do vinho tinto, tempero completo Arisco e os champignons e deixe dourar, pegando o gosto do molho. Vire as fatias de cebola e de abobrinha para dourarem dos dois lados e misture bem os champignons no molho (se quiser acrescentar também aspargos ficam deliciosos e não quebram o equilíbrio do prato);
Quando a cebola, a abobrinha e os champignos estiverem bem dourados, junte as rodelas de tomate e refogue mais uns poucos minutos (cuidado para que esses legumes em rodelas não cozinhem demais e fiquem moles. Eles devem pegar o gosto do molho mas permanecerem crocantes);
Pegue os dois pedaços de carne com o molho anterior por cima que estavam separados e coloque de volta na frigideira. Tampe e deixe cozinhar apenas uns dois ou três minutos;
Coloque a própria wok na mesa e sirvam-se. Pode acompanhar algumas fatias de pão fresco.

Como bebida para companhar esse prato, o ideal é um vinho tinto seco varietal, de preferência não muito encorpado para não ofuscar o sabor da carne (pode ser um Cabernet Franc, um Malbec ou um Merlot. Evite o Cabernet Sauvignon ou o Tannat - são muito fortes - ou o Pinot - é muito leve).

Esse prato tem três aspectos que lhe dão destaque: o sabor da carne frita marinada com o molho de tomate e cebola em vinho tinto e molho de pimenta, o toque marcante da azeitona (que tem que ser em pequena quantidade) e a maciez dos champignons enriquecidos pelo sabor do molho da carne e do vinho.

Ah, não sei se os champignons, as azeitonas ou o vinho são afrodisíacos, ou se é nosso esforço e dedicação que deixam as mulheres encantadas. Mas quem acha que o homem que cozinha para sua amada é meio viado não sabe nada da vida!